Domingo, 04 de outubro de 2026

Imóveis comerciais de Araguaína continuam em crescimento, mas investidores precisam escutar mais o mercado

17/08/2026
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Especialistas no segmento apontam os pontos fortes e as necessidades de aprimoramento do setor, além das novas exigências dos locatários

Foto: Divulgação

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Avocação de Araguaína para a indústria, comércio e serviços já é um fato consolidado. E para cada atividade, outras cadeias produtivas de apoio são estimuladas, ajudando a projetar a cidade como destaque em outros setores, a exemplo do imobiliário. Os imóveis comerciais, a propósito,há anos vêm ocupando um lugar de referência no crescimento do segmento em Araguaína, como já ocorre com os imóveisresidenciais.


Victor Luiz Borges, corretor da RE\MAX especializado na área comercial, afirma que a demanda imobiliária das empresas vem crescendo ano após ano, especialmente nos segmentos de alimentação, saúde, serviços e logística.

“Araguaína é um canteirode obras a céu aberto,principalmente no setor privado e com foco comercial. Diariamente temos obras comerciais começando e sendo concluídas. Hoje, o que existe no mercado supre a necessidade, mas é preciso observar algumas nuances dos clientes”.


Imóveis em evolução


A mesma opinião é partilhada por Bruno Lessa,CEO do Grupo VGV e especialista em desenvolvimento imobiliário. “Mudanças na sociedade promoveram uma forma diferente de se ocupar imóveiscomerciais e fizeramcom que voltassema ser muito valorizados”.

Ele detalha que, atualmente, a demanda não é apenas por espaço, mas por conveniência. Empreendimentos mistos, que equilibram bem espaço para trabalho, fornecimento de serviços e até um híbrido residencial, tendem a ser mais procurados.


“Uma torre com escritórios ou apartamentos, e que possui embaixo uma galeria com lojas, é um bom exemplode imóvel que oferece conveniência, pois os usuários deste tipo de imóvel podem resolver vários aspectos do dia a dia sem a necessidade de deslocamentos, ganhando tempo”, informa Bruno.


Araguaína está no caminho certo


Dados da Junta Comercial do Estado do Tocantins de janeiro de 2026 mostram Araguaína com 32.087 empresas ativas, considerando que, somente no ano passado, cerca de 4.000 novos CNPJs foram abertos.


Uma vez funcionando, a empresaaraguainense encontra um ambiente favorável para os negócios, suficiente para colocar a cidade no topo do ranking de geração de empregos no


Tocantins. O ano de 2025 foi encerrado com o saldo positivo de 1.827 vagas formais criadas, conforme dados do Caged (CadastroGeral de Empregados e Desempregados).

Mas é preciso ouvir mais o mercado


Onovo movimento de “exigências” e conveniências do mercado imobiliário comercial dita o ritmo e o padrão das construções. Em Araguaína, o corretor Victor lembra que os clientes já observam detalhes importantes nos imóveis antes de fechar negócio e a buscapelo custo-benefício está no topo dos condicionantes, indicando que os investidores imobiliários ainda precisam aprimorar seus produtos.


“Eu diria que ainda faltam opções em condição de atender a demanda de clientes que procuram Araguaína como opção voltada para logística, construções que atendam padrões mínimos de exigência, como, porexemplo e altura do pé direito para paletizar, piso adequado, isolamento e cobertura térmica, entre outros detalhes”, pontua Victor.


A tendênciadas galerias comerciais, que ganharam muitoespaço e força na cidade nos últimos cincos anos, é um movimento bastante positivoe que prova o crescimento da demanda de mercado, na visão de Victor.Contudo é precisobuscar o equilíbrio.


“Os valores que têm sido cobrados nesses aluguéis muitas vezes não condizem com o tipo do imóvel, ou seja, estão acima do valor, prejudicam a permanência do inquilino e a perenidade do estabelecimento com suas portas abertas”.

Alugar ou comprar?


Bruno Lessa, da VGV, lembra que não existe um número mágico para encontrar o valor do aluguel ideal, pois depende muito do tipo de operação (varejo, comércio, serviços). Mas o mais indicado para a empresa locatária é que os custos totais de ocupação, considerando aluguel, condomínio e IPTU, não ultrapassem 20% da receita.


E quando questionado se há vantagem em comprarum imóvel comercial ao invés de alugar, Bruno pondera.

“Depende da estratégia de cada empresa. O mais comum é que empresas loquem os seus espaços, porém temos visto algunsempresários que optampor fazer a aquisiçãodireta quando o imóvel é parte essencial da operação ou quando a localização é muito estratégica, por exemplo, e não querem correr o risco de ‘perder o ponto’ e todo o investimento feitoali caso o proprietário peça o imóvel”,ressalta o especialista.

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